terça-feira, 14 de julho de 2020 - 6:17
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XCMG cria banco para financiar venda de máquinas

O projeto contemplou a montagem da infraestrutura tecnológica no ambiente de nuvem

Em julho entrará em operação o Banco XCMG, para financiar a compra de maquinário por parte dos clientes da estatal chinesa XCMG, fabricante de equipamentos para construção pesada.
Trata-se de uma ação inédita da companhia em nível global. Ainda não se sabe se a experiência brasileira será replicada para outros mercados nos quais a XCMG atua.
A decisão de operar com banco próprio coloca a XCMG em condições de igualdade com os seus principais concorrentes no mercado brasileiro, que possuem seus próprios braços financeiros.
A medida é vista como uma oportunidade estratégica para ampliar a participação da XCMG no Brasil, oferecendo linhas de crédito mais atraentes para os seus clientes do que a dos grandes bancos comerciais.
A operação do banco vai aumentar a capacidade de venda da companhia, acredita Tiago Henrique Lacerda de Freitas, gerente de Tecnologia da Informação da XCMG.
Sem a dependência de outras instituições financeiras, a operação de financiamento tende a ser mais ágil. “Hoje o processo é mais demorado e fora das regras que a indústria pode trabalhar”, diz.
A expectativa é de atrair 1 mil clientes no primeiro ano de operação do banco. Muitos deles a partir da transferência de contratos que já estão em vigor com outras instituições financeiras.
Faz parte da estratégia ampliar a carteira de serviços financeiros no curto prazo. Além do financiamento de máquinas, que será o principal produto, está no rodar a antecipação de recebíveis, capital de giro e investimentos, revela Magda Burgarelli, diretora de operações e tecnologia do Banco XCMG.
O projeto do banco a montagem de uma infraestrutura tecnológica compatível com as exigências do Banco Central.
Uma delas consiste na instalação de sites de redundância e de disaster recovery a uma distância mínima de 200 km.
A possibilidade de construir um datacenter na planta de Pouso Alegre (MG) foi descartada. Tampouco o investimento justificaria a montagem de um site de São Paulo, utilizado para backup.
A decisão, então, foi partir para o modelo de computação em nuvem, com a adoção da plataforma Azure, da Microsoft. “Ficou claro que a solução em nuvem seria mais vantajosa em termos de investimento do que uma solução on-site”, justifica Freitas
A instalação foi rápida. O projeto começou em dezembro e demandou cerca de dois meses para a realização dos primeiros testes. Nesse período, o site de Pouso Alegre foi “derrubado” e o banco operou somente com o site na nuvem.
A XCMG está utilizando servidores virtuais na nuvem da Microsoft e, para garantir a segurança da comunicação entre os dois sites, uma rede privada virtual (VPN) liga o datacenter de Pouso Alegre ao ambiente da Azure.
Soluções de firewalls, melhores práticas no dia a dia e estritas políticas de segurança reforçam a segurança da operação do banco.
Além disso, existe um detalhado plano de continuidade de negócios de inoperância do site principal: uma VPN client to server assegura também o acesso dos clientes aos serviços oferecidos pelo banco.
O investimento em software e infraestrutura tecnológica para suportar a operação do banco foi de R$ 500 mil.
Com a ampliação da carteira de serviços financeiros, será necessário aplicar mais R$ 1 milhão em tecnologia da informação até o próximo ano, estima Freitas.
O projeto representa uma mudança de cultura tecnológica da XCMG. A empresa, que sempre operou com soluções in-house, pretende migrar outras aplicações para a nuvem.
A transferência será paulatina. As próximas aplicações que irão rodar no novo ambiente são o cadastro de controle de usuários, os servidores de arquivos corporativos, o ERP e o banco de dados.
A Synnex Weston-Comstor, distribuidora de produtos e serviços de TI, e a MAPData Tecnologia, que atua no mercado de software pra projetos de manufatura, participaram do projeto.
Ativa desde meados de 2014, a fábrica de Pouso Alegre tem capacidade para produzir 7 mil máquinas e é responsável pelo abastecimento da América do Sul.
No Brasil, a companhia fabrica cinco famílias de produtos: caminhão guindaste, carregadeira, escavadeira, motoniveladora e rolo compactador.

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