Ipea: demanda por bens industriais cresceu 5% em julho

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Apesar da alta, o indicador recuou 12,1% em relação ao mesmo mês do ano passado e 5,5% no acumulado em 12 meses até julho

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresentou os dados do Indicador de Consumo Aparente de Bens Industriais de julho.

Em relação a junho, houve um crescimento de 5%. Mas o indicador, que mede a demanda por bens industriais por meio da produção industrial interna não exportada, acrescida das importações, apresentou queda de 12,1% na comparação com julho do ano passado.

No acumulado em 12 meses até julho, o Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais apresentou queda de 5,5%, enquanto a produção industrial acumulou baixa de 5,7%, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física, medida pelo IBGE.

Segundo o Ipea, entre os componentes do consumo aparente, enquanto a produção de bens nacionais teve alta de 5,4% em julho, a importação de bens industriais recuou 2,2%.

Na análise das grandes categorias econômicas, o bom desempenho foi generalizado em julho. O destaque positivo ficou por conta da demanda por bens de consumo duráveis, que cresceu 27%.

O consumo aparente de bens de capital, um dos componentes da formação bruta de capital fixo (FBCF), avançou 5,8%, indicando que houve recuperação nos investimentos em julho.
Os bens intermediários tiveram alta de 4,2%. Em relação a 2019, porém, todos os segmentos apresentaram queda.

No que diz respeito às classes de produção, a demanda por bens da indústria de transformação teve alta de 6,3% sobre junho, enquanto a indústria extrativa mineral recuou 18,2% na margem após forte crescimento no período anterior.

Na análise setorial, 17 dos 22 segmentos avançaram, com destaque para veículos automotores (37,7%) e máquinas e equipamentos (23,2%).

Na comparação com julho de 2019, o resultado foi negativo, com crescimento em apenas cinco segmentos, entre eles o de metais (3,9%) e de alimentos (0,9%).