terça-feira, 14 de julho de 2020 - 6:21
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BC autorizou 30 fintechs de crédito em dois anos

 

A prestação de serviços diferenciados, com menor custo, e a utilização exclusiva de plataforma eletrônica são o grande apelo das entrantes

O Brasil já conta com 30 fintechs de créditos em operação no mercado: são 24 Sociedades de Crédito Direto (SCD) e seis Sociedades de Empréstimos entre Pessoas (SEP).
O funcionamento dessas empresas foi autorizado há dois anos pelo Banco Central, na esteira de um processo de estímulo à inovação e à concorrência no Sistema Financeiro Nacional (SFN).
Além da prestação de serviços diferenciados e a custos mais reduzidos, as fintechs de crédito têm como apelos a utilização exclusiva de plataforma eletrônica e o uso intensivo e inovador de tecnologia.
A SCD, por exemplo, realiza operações de crédito com recursos próprios e está autorizada a prestar serviços adicionais, tais como análise e cobrança de crédito para terceiros, além de emissão de moeda eletrônica e de instrumento pós-pago, a exemplo do cartão de crédito.
Além disso, podem prestar serviços a outras instituições financeiras e não financeiras, como as já mencionadas análise e cobrança de operações de crédito e a revenda de seguros relacionados com as operações realizadas com seus clientes.
A SEP, por sua vez, possibilita as transações peer-to-peer lending, nas quais os recursos recebidos dos credores são direcionados diretamente aos devedores, após negociação ocorrida em plataforma eletrônica.
Na SEP, a exposição de um credor a um mesmo devedor está limitada a R$ 15 mil. Essa limitação, todavia, não vale para credores que sejam investidores qualificados, conforme definição da regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários.
Parte do segmento bancário já está incorporando os padrões de acesso, custos e estrutura operacional das fintechs.
Isso tem acontecido com a migra para modelos semelhantes, baseados em atendimento exclusivamente digital e serviços diferenciados.
E também no formado de banco digital, integrado com as novas tecnologias de acesso, transmissão, processamento e armazenamento de dados e de processos e gestão.
Os serviços oferecidos pelas fintechs de crédito não têm impacto apenas nos consumidores mais jovens, diz João Luiz Marques, chefe-adjunto do Departamento de Organização do Sistema Financeiro do Banco Central.
“Com base nos pedidos de autorização recebidos pelo BC, percebemos que essas instituições buscam relacionamento com públicos de todas as idades e faixas de renda, além de abranger tanto pessoas físicas quanto jurídicas”, afirma.
Segundo Marques, após uma alteração recente nas normas, as SCD, especificamente, podem obter recursos para conceder crédito mediante operações de repasses e de empréstimos originários do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ampliando o potencial de suas operações e de seu público.
Para Mardilson Queiroz, consultor do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do Banco Central, as SEP e SCD tendem a adquirir cada vez mais importância no Sistema Financeiro Nacional.
“Apesar de ainda não possuírem números tão significativos sobre operações realizadas e recursos movimentados, devem se consolidar como atores fundamentais da economia brasileira”, diz.
A avaliação é de que o setor tem se especializado no atendimento a micro e pequenas empresas. “Ao lançar mão de dados não estruturados e de Inteligência Artificial, elas conseguem mensurar o risco do segmento de forma mais apurada”, explica Queiroz.
A favor das fintechs de crédito conta, também, um formato menos burocrático e com condições mais adequadas aos interesses das micro e pequenas empresas.
As SEP também podem emitir moeda eletrônica, contribuindo para a inclusão financeira da população e maior agilidade na concretização dos pagamentos relativos às operações intermediadas.
Já as SCD estão autorizadas a emitir moeda eletrônica e instrumentos de pagamento pós-pago (cartão de crédito), o que lhes permite oferecer serviços de crédito rotativo.
Ambas podem, ainda, contribuir para o desenvolvimento do mercado de capitais do país, já que muitas também operam integradas com fundos de investimento e companhias securitizadoras.

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