Balanço mostra retração do lucro líquido do Citi

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O volume de R$ 757 milhões apurado no primeiro semestre foi 5% menor que o do mesmo período do ano passado

O Citi reportou lucro líquido de R$ 757 milhões no primeiro semestre, volume 5% inferior ao montante registrado no mesmo período do ano passado.

O balanço remete aos resultados financeiros das operações de banco de atacado, que atende apenas clientes corporativos. Em 2017, o Citi vendeu suas operações de varejo para o Itaú.

A redução ocorreu devido ao impacto das provisões para perdas de clientes devido ao risco de crédito em decorrência da pandemia da Covid-19.

Segundo o banco, a carteira de crédito expandida somou R$ 30,885 bilhões, o que representou um incremento de 45% em relação aos seis primeiros meses de 2019. O total de depósitos teve um aumento de70% e ficou em R$ 29,433 bilhões.

Os ativos totais do banco ficaram em R$ 113 bilhões, alta de 43%, no primeiro semestre do ano. O patrimônio líquido subiu para R$ 10,1 bilhões, aumento de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) ficou em 15,4%. O Índice de Basileia ficou em 17,3%. A margem financeira aumentou 19% para R$ 1,443 bilhão. As provisões para perdas associadas ao risco de crédito subiram para R$ 619 milhões, alta de 145%.

Para o presidente do Citi Brasil, Marcelo Marangon, o resultado do Citi mostra a solidez dos negócios em um ano desafiador. “Em meio à pandemia, conseguimos atender às necessidades dos nossos clientes e manter uma participação significativa no mercado de capitais”, disse.